sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A última música/ Pai eu te amo

Bom, acabei de ver esse filme. Sozinha, porque meu querido irmão não pode sair um pouco do egoísmo dele e emprestar o cabo do computador pra todo mundo ver na sala, mas tudo bem. Eu só tenho que entender que não dá pra ser a 3a roda sempre.
Minha cunhada tinha lido o livro e amou e tals, chorou a vida e tals...
A Fórmula tinha visto o filme e também chorou sua vida... [a Gabi também viu, mas não sei a quantidade de lágrimas despendidas].
Daí assisti e no começo fiquei: "ah, é triste, mas nem tanto assim". Ok. Eu estava enganada. Depois pro final fica triste pra caralho e simplesmente chorei muito e até tive que pegar papel.
E entendi porque as duas se relacionaram com o filme/livro. A Fórmula pelo óbvio, pra quem a conhece nem preciso contar.
A minha cunhada por outro lado, deve ter se relacionado com o fato do divórcio dos pais e também pelo fato de ter passado um tempo realmente culpando o pai disso...
Daí, pensei em por que eu relacionei tanto. Não me aconteceu nada parecido, só que sei lá, às vezes eu sinto que do mesmo modo que meu pai pega no meu pé eu fico tentando esquivar e isso é foda.
Tipo ele faz tudo pra mim sabe? Tudo mesmo. Sem dúvida.
Tá ele me quer em casa às 11h da noite, mas é só porque ele se preocupa. Ele sabe que não vai conseguir me trazer pra casa só porque me mandou uma mensagem, mas ele tenta mesmo assim!
Enfim, sei que ele não vai ler isso, mas de verdade paizão: TE AMO MUITO!
Acho que nem precisa de mais palavras, isso já explica muita coisa.

Ouvindo Miley Cyrus pra acompanhar o filme.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Bodas de Ouro

Hoje meus avós fazem 50 anos de casados! Uau!!
E em homenagem à eles (ou não, vocês já vão entender porque) escreverei esse post.
Lá na minha família é complicado. Meu pai me disse uma vez que impediu os dois de se separarem e agora eles são somente duas pessoas que moram sob o mesmo teto porque não se falam direito, quando falam é pra brigar, criticar, ordenar, etc, nada de bom.
Então sábado comemoraremos os 50 anos desse "casal" sem os próprios saberem já que se odeiam. Outro dia, deu maior confusão lá na casa deles porque meu vô queria sair de casa! Nessa idade dá ir morar em outro lugar?!? Ah vá - todo mundo disse para ele.
Mas às vezes fico pensando o que seria melhor: 50 anos de solidão junto com uma pessoa ou sozinha mesmo?
Eu tenho uma teoria sobre porque casamento está tão desacreditado hoje em dia. Eu penso que a pessoa que vou casar, que vai ficar ao meu lado pra sempre (ESPERO) tem que ser aquela que além de eu estar apaixonada, ter um ótimo relacionamento com as famílias, saber que depois de velhos ainda seremos melhores amigos ou coisa do tipo.
O que restará a dois velhos enrugados senão cuidar/mimar netos, rir, passear, etc. fazer coisas juntos. No final só restará um ao outro.
É uma pena o que acontece hoje na casa da minha vó. Porém, é culpa deles próprios. Eles não tiveram força, coragem ou humildade para aceitar, perdoar, abaixar a cabeça, ignorar e lutar pelo amor um do outro. Tá eu sei que 50 anos são muitos anos. Mas eu quero um casamento duradouro. O que adianta casar e ficar separando?
Eu não to dizendo que devemos ficar com alguém que só nos traz para baixo e tals (vide meu caso anterior), porém não era essa a situação. São duas cabeças duras que nunca arredam o pé para nada e agora a solidão lhes consome.
Minha vó supre com a televisão. Assiste jornal 25h/dia, filmes, séries, graças a TV a cabo que meu pai paga pra ela. E os gatos... os 19 gatos (brinks! não sei quantos são).
O meu vô reza, lê a Bíblia o dia inteiro, inventa trabalho de casa pra fazer e cuida dos 19 gatos.
Imagino que preciso achar um cara que me faça rir e que ria das minhas piadas também, porque no final só nos restará falar sobre a vida vivida.

Ouvindo o ventilador e as cigarras.